terça-feira, 26 de abril de 2011

Espontaneamente (Cairo Lanuncio)


Perdoe-me pelas palavras

as vezes, quem sabe, má proferidas.

Ver você partir não foi fácil

ao ver alguém ir,

talvez até sem saber,

que junto de sua bagagem

está parte de meu coração.

Estas palavras têm mais valor

que qualquer outro texto ou dissertação,

pois foram escritas

com bastante lágrimas sofridas.

E quem será que me deixou assim, triste?

de coração Partido?

Neste caso, não há culpados!

somente vítimas!

E se a saudade bater,

dê esse sorriso lindo que você tem,

Por que entre nós o riso sempre foi a menor distância que existiu

sábado, 29 de janeiro de 2011

Irmã Morte


Quero viver para sentir seu cheiro de flor do campo preso no ar, e olhar para dentro do coração e desejar uma viajem através do infinito a luz de velas na imensidão do desconhecido.

Tanto perfume há no seio da mulher, tanta vida há naqueles beijos calientes, mas sombria é a voz que responde: Dormirás ao relento. É um paraíso esta terra, então quando partir?

O coração aquece. Não! No coração da amada a viaje não padece... Emergir, renascer das cinzas no seu coração é o desejo.

Meu coração é a liberdade que sacode a poeira das asas da consciência _Impossível e horrível é a mesma voz com gargalhar irônico, que retorna!

O futuro é promissor: Vamos! O coração embala, o eco no infinito repete _Vamos!_ O futuro... O futuro no seu coração e impossível e horrível é a mesma voz com gargalhar irônico, que retorna da lápide!

Partir e despedir dos sentidos pela noite afora, a irmã lamenta despedir, mas despedir é deixar estrelas e levar flores; cama macia por desconhecida imensidão; trocar beijos calientes pela lama da terra encharcada.

Fim, uma graça que o viajante passa e consome.

Partir todos irá... Uma lastima ceifa o coração, que no final do caminho apenas tem um buraco geométrico de sete palmos.

Por aí vago sobre o chão, por acolá também. Da imensidão ouço o choro maldito!

Ceifado, ó Supremo do raiar da vida, concede a água e a esperança. Passa-se o vinho da vida e quebra-se a taça, partir implacavelmente.

Adeus amor dos meus sonhos, adeus vida, adeus êxitos. Ouça irmã o choro do pai em seus cabelos.

Frio! A imensidão se vai... Da terra vem o futuro, adeus! Que voz é essa? E a consciência se vai.